Suspeito de abusar de adolescente em viagem a MG tem 7 prisões por estelionato

  • 10/03/2026
(Foto: Reprodução)
Menina de 13 anos pega carona de SP a Uberlândia e sofre abuso sexual de motorista durante Ameaça, porte ilegal de arma de fogo, roubo, preso sete vezes por estelionato e duas por furto, fraude eletrônica, apropriação indébita e homicídio. Essa é a ficha criminal de Gustavo Victor da Silva, de 27 anos, que suspeito de abusar sexualmente de uma adolescente de 13 anos durante uma viagem de São Paulo (SP) até Uberlândia, no Triângulo Mineiro. O caso foi registrado no sábado (7) como estupro de vulnerável após a Polícia Militar (PM) receber informações sobre o desaparecimento da menina. Durante as buscas, os policiais ligaram para o pai da menor, que contou que a filha saiu de casa sem autorização e que estaria em uma residência na rua Alan Kardec, no bairro Shopping Park, em Uberlândia. ✅ Clique aqui para seguir o canal do g1 Triângulo no WhatsApp Após a prisão de Gustavo, que ocorreu na BR-070, em Águas Lindas de Goiás, durante operação conjunta das polícias ainda durante o fim de semana. Agora, ele poderá responder pelos crimes de sequestro e estupro de vulnerável. O caso foi registrado pela Polícia Civil e a unidade que ficará responsável pela investigação ainda será definida. O g1 tenta contato com a defesa de Gustavo. 🔍 No Brasil, o sequestro prevê pena de 1 a 3 anos de prisão, enquanto o estupro de vulnerável tem pena de 8 a 15 anos de reclusão, conforme o Código Penal Brasileiro. Além disso, se os dois crimes ocorrerem juntos, as penas podem ser somadas pela Justiça. Adolescente encontraria amigos que conheceu pela internet A adolescente de 13 anos foi localizada em Uberlândia após sair de São Paulo (SP) sem a permissão dos pais para encontrar dois amigos que conheceu pela internet. Os militares encontraram a menina no endereço informado no bairro Shopping Park. À PM, ela contou que conheceu o casal de amigos pela internet, também menores de idade, e que a amiga insistiu para que fosse até Uberlândia conhecê-los. A viagem foi paga por um dos amigos, que contratou a viagem por meio do aplicativo BlaBlaCar. De acordo com o relato da vítima, a corrida indicava como motorista uma pessoa identificada como “Mirian”, em um carro modelo Logan cinza. No entanto, quem apareceu no local combinado foi o suspeito, identificado como Gustavo Victor da Silva, de 27 anos. Ainda segundo a menina, havia outro passageiro no veículo, que dormiu durante o trajeto e não teria presenciado os abusos. A vítima relatou à PM que, durante o trajeto, o motorista passou a mão nas pernas dela e também em suas partes íntimas. A menina contou que cedeu por medo de o motorista fazer algo pior. Ainda de acordo com a vítima, Gustavo a obrigou a tocar no órgão genital dele e enviou mensagens insistindo para que ela fizesse sexo oral, oferecendo pagamento em troca. A Polícia Militar não informou em que momento da viagem ocorreu a troca de mensagens, nem se os pedidos foram feitos dessa forma para evitar que o outro passageiro escutasse. A menor também contou que, durante uma parada em um posto de combustíveis, o motorista teria comprado bebida alcoólica e a feito beber. Em nota, o BlaBlaCar afirmou que a empresa já está colaborando com as autoridades e permanece à disposição para contribuir com as investigações. Leia a nota completa abaixo. Motorista de aplicativo trocou mensagens com passageira de 13 anos durante trajeto entre São Paulo e Uberlândia PM/Divulgação Amigos pagaram R$ 50 pela viagem De acordo com o conselheiro tutelar que acompanha o caso, Daniel Negrão, a menina foi convencida, por meio de conversas nas redes sociais com os dois adolescentes de Uberlândia, a viajar para a cidade sem avisar a mãe para poder conhecê-los. Eles criaram uma conta no aplicativo e pagaram R$ 50 pela viagem. "Eles fizeram um pagamento simbólico de R$ 50 em uma viagem que custaria R$ 190. E o rapaz, simplesmente, eu acredito, que já com uma má intenção, colocou ela dentro do carro e abusou dela no meio do caminho", disse. O conselheiro acredita que o caso poderia ter terminado em tragédia, principalmente, pela idade da vítima e pelo histórico do suspeito. “Eu não tenho dúvidas de que a tragédia seria maior. Primeiro, pelo histórico que ele tem. Segundo, uma menina de 13 anos, inexperiente, muito simples, o jeito dela conversar, a forma dela raciocinar. E quando ele já estava chegando em Uberlândia, esse rapaz de 17 anos [amigo virtual da menina] começou a dizer no áudio do celular da menina para o motorista: 'Eu estou te monitorando, eu sei quem você é'. Eu acho que isso salvou a menina", finalizou o conselheiro tutelar. LEIA TAMBÉM: Suspeito de estupro durante roubo é preso por tráfico Saiba como menina será acompanhada pelo Conselho Tutelar após caso de estupro Menina alega toque sem consentimento e adolescente é apreendido Suspeito foi preso em operação conjunto das polícias em Goiás PM/Divulgação Menina encontrada na casa de um dos amigos Ao chegar a Uberlândia, a menina foi deixada em um local diferente do combinado no aplicativo. Ainda conforme o relato dela à PM, o encontro seria na Estação Ferroviária, no bairro Custódio Pereira. A adolescente contou ainda que pediu ajuda a um desconhecido, que a deixou na rua Piauí. No local, ela conseguiu entrar em contato com os amigos que conheceu pela internet. Na casa, os moradores disseram à polícia que o filho deles, um dos amigos da adolescente, pediu que ela pudesse ficar no imóvel e permitiram. A menina chegou na casa por volta de 7h. Após ouvirem o relato da menina, os policiais a encaminharam ao Hospital de Clínicas da Universidade Federal de Uberlândia (HC-UFU), onde recebeu atendimento médico e psicológico. Ela também ficou sob acompanhamento do Conselho Tutelar, que entrou em contato com a família para que pudesse buscá-la na cidade. O que disse o BlaBlaCar “A BlaBlaCar lamenta profundamente o crime ocorrido e se solidariza com a vítima e sua família. A empresa já está colaborando com as autoridades e permanece à disposição para contribuir com as investigações. De acordo com as informações disponíveis até o momento, não há registro de que a viagem tenha sido reservada por meio da plataforma. Também não foi identificado nenhum perfil com os dados da vítima. Embora não haja registro dessa viagem, a empresa identificou que o nome informado pela reportagem, que seria supostamente da mãe do acusado, possuía um perfil na BlaBlaCar, que foi imediatamente bloqueado. A BlaBlaCar destaca que o cadastro e uso da plataforma são permitidos apenas para maiores de 18 anos. Ao acessar, utilizar ou se cadastrar no aplicativo, o usuário garante que possui 18 anos ou mais. A empresa orienta que todas as interações entre membros, desde o contato inicial até a confirmação da viagem, sejam realizadas exclusivamente dentro da plataforma. Viagens combinadas fora do aplicativo não são viagens pela BlaBlaCar e não contam com as ferramentas tecnológicas e processos de segurança oferecidos pela plataforma. A plataforma conta com equipes e sistemas dedicados ao monitoramento de comportamentos para identificar violações aos Termos e Condições de uso e, quando comprovadas, aplicar medidas como o bloqueio de perfis. Os usuários também recebem notificações para conferir se as informações sobre o veículo, o nome e a foto do condutor que chega ao local de embarque correspondem às exibidas no aplicativo. Caso alguma informação não esteja correta, ele deve cancelar a viagem e reportar o ocorrido pelo próprio aplicativo.“ Violência e abuso sexual infantil: veja os sinais e saiba como proteger as crianças VÍDEOS: veja tudo sobre o Triângulo, Alto Paranaíba e Noroeste de Minas

FONTE: https://g1.globo.com/mg/triangulo-mineiro/noticia/2026/03/10/suspeito-de-abusar-de-adolescente-em-viagem-a-mg-tem-7-prisoes-por-estelionato.ghtml


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