Presidente da Câmara é denunciado por desvio de dinheiro público em Conceição das Alagoas
14/03/2026
(Foto: Reprodução) Giliarde Pereira Alves e outras cinco pessoas são apontadas como participantes do esquema
Reprodução/Câmara Municipal de Conceição das Alagoas
O Ministério Público de Minas Gerais (MPMG) denunciou o presidente da Câmara Municipal de Conceição das Alagoas, Giliarde Pereira Alves (MDB), por suposto envolvimento em um esquema de desvio de recursos públicos na desapropriação de terrenos para construção de moradias populares.
A denúncia pede o bloqueio de bens do vereador, que é taxista, e de outras cinco pessoas apontadas como participantes do esquema.
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De acordo com o MP, o parlamentar é acusado de liderar a organização, também suspeita de lavagem de capitais durante a aquisição da área desapropriada. Os investigados teriam atuado em um esquema que envolveu superfaturamento do imóvel, falsidade ideológica em laudo de avaliação e ocultação de valores por meio de transferências fracionadas e saques em espécie.
A TV Integração procurou a defesa de Giliarde, que informou que não iria se manifestar porque ainda não teve ciência formal da denúncia. A reportagem também tenta retorno da Câmara.
Pedido de bloqueio de bens dos envolvidos
As investigações começaram com o promotor de Justiça Rodrigo Barbosa, com apoio do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco).
Durante a apuração, foram cumpridos mandados de busca e apreensão nos endereços dos investigados. Em seguida, apresentada denúncia criminal e pedido de bloqueio de bens dos envolvidos.
Segundo o MPMG, a desapropriação do terreno foi formalizada com base em um laudo de avaliação elaborado de forma fraudulenta por uma comissão municipal. O documento teria sido utilizado para justificar o pagamento de indenizações com recursos públicos.
A investigação aponta ainda que o presidente da Câmara usou sua influência política para viabilizar a operação, inclusive na aprovação da norma que autorizou a abertura de crédito para a desapropriação.
Conforme a acusação, o proprietário da área recebeu os valores pagos pelo município e, posteriormente, parte do dinheiro teria sido repassada ao vereador e a outros envolvidos, com a intermediação de um operador financeiro.
O MPMG também atribui aos integrantes da comissão de avaliação a inserção de declaração ideologicamente falsa em documento público.
Se condenados pelos crimes de peculato, organização criminosa e lavagem de dinheiro, o presidente da Câmara e os demais denunciados podem pegar até 30 anos de prisão.
Segundo vereador denunciado
Este é o segundo vereador de Conceição das Alagoas denunciado em menos de uma semana. Na quarta-feira (4), outro parlamentar foi denunciado por fraude processual e associação criminosa relacionadas ao acidente de caminhões na Ponte do Rio Grande. O nome dele não foi informado.
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